A revista
Veja desta semana traz uma reportagem sobre um suposta visita de Bin Laden a foz do iguaçu, em 1995. segundo a revista, o terrorista se encontrou com representantes da comunidade árabe de foz na mesquita da cidade. ainda segundo a revista existe um filme que traria imagens do encontro, mas a reportagem se baseia em depoimentos de anônimos que teriam assistido às imagens.
diz o repórter:
“....Quem viu as imagens conta que Osama bin Laden aparece com um discreto cavanhaque, contrastando com a caudalosa barba que o celebrizou depois dos atentados a Washington e Nova York. Está trajando um cafetã branco, a túnica típica da vestimenta árabe, e uma gutra vermelha, o lenço com que os árabes cobrem a cabeça...”
pra mim trata-se de uma campanha que visa difamar a imagem da tríplice fronteira. não sou inocente a ponto de achar que não exista vínculo de ao menos um cidadão desta região com o terrorismo internacional. todos sabem que o paraguai é um país onde a ilegalidde impera. é um reduto ideal para todos os tipos de tramóias e contravenções.
mas se existe alguma ligação entre os árabes da tríplice fronteira e o terrorismo é preciso que provas concretas sejam reveladas a sociedade. o que Veja e outros veículos de comunicação fazem é veicular reportagens com base em fatos não comprovados.
a reportagem de Veja é leviana e irresponsável. se tivesse relatado com exatidão as cenas do encontro com Bin Laden e os árabes de foz e se o repórter tivesse tido acesso às imagens, daí tudo bem.
quero ser um mico de circo se este vídeo realmante existir e vier a público. mas por enquanto saío em defesa da região onde vivo. recentemente a CNN divulgou uma notícia de que líderes da Al Quaeda se reuniram numa mesquita em ciudad del este. o mico foi desmentido por altos funcionários do governo americano que estiveram na região no final do ano passado.
parece que a Veja se inspirou nessa reportagem. aliás, não me lembro quando, vi uma matéria da revista que tinha a mesma manchete de uma revista americana, acho que a Times ou Newsweek.