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26 September 2002
a hora chegou
enfim, depois de 1 ano, 8 meses e 24 dias estou deixando a sucursal do inferno. Esta quinta-feira é meu último dia de trabalho. Hora de arrumar as malas e zarpar. Mesmo que volte aqui amanhã ou depois nada será como antes. Deixo aqui lembranças de grandes aventuras em busca da reportagem. Tudo isso é estranho. Hoje no almoço fique refletindo sobre o que fazer daqui para frente. Amanhã, ao acordar, não terei mais que me preocupar em vir para a sucursal. Tenho planos de ano que vem embarcar numa viagem para outro continente. Mas até lá não sei ainda o que vou fazer. De repente, lembro-me que na próxima semana tenho que sair do apartamento onde vivo. Estou a deriva. Espero que tudo isso seja momentâneo.
24 September 2002
Recebi um email de apoio de um fotógrafo londrinense. Carlos Bozelli é repórter-fotográfico freelancer e recentemente lançou um livro sobre as casas antigas da zona rural de Londrina. Não o conheço muito bem, apenas troquei algumas palavras ainda quando morava na pequena londres.
Selecionei um trecho da mensagem que achei bem legal para colocar aqui no blog. Vale para os que acabaram de ser demitidos ou estão desempregados. Ë o seguinte: “....QUEM VAI EMBORA NÃO EMBOLORA!!! OU ALVO EM MOVIMENTO É MAIS DIFÍCIL DE ACERTAR...”
Selecionei um trecho da mensagem que achei bem legal para colocar aqui no blog. Vale para os que acabaram de ser demitidos ou estão desempregados. Ë o seguinte: “....QUEM VAI EMBORA NÃO EMBOLORA!!! OU ALVO EM MOVIMENTO É MAIS DIFÍCIL DE ACERTAR...”
23 September 2002
Por que um banco decide oferecer um empréstimo de 3.900 reais para um cliente que deve 600? Para comprar um carro de até 3.900 reais. Tá.
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Acabo de me tornar em especulador financeiro. Adquiri 30 dólares.
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Excluindo o choro ardido e um cheiro insuportável de vômito de uma criança que sentou bem atrás da minha poltrona, a ida a londrina ocorreu tranquilamente. Bem, quase tranquilamente. O massa foi encontrar praticamente todos os grandes amigos. Frazão, Loriane, Cavazotti, Zé Negão, João Paulo I e João Paulo II, Fernando Hirata, Lúcio Flávio Moura e até os senhores Claudio Yuge e Rodrigo Grota, que chegaram de São Paulo momentos antes de eu retornar para Foz. O encontro de todos esses culminou em uma bomba de alto teor explosivo. A mesma que me levou a nocaute no sábado a noite, em pleno Todas a Tribos. Dá nada.
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Acabo de me tornar em especulador financeiro. Adquiri 30 dólares.
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Excluindo o choro ardido e um cheiro insuportável de vômito de uma criança que sentou bem atrás da minha poltrona, a ida a londrina ocorreu tranquilamente. Bem, quase tranquilamente. O massa foi encontrar praticamente todos os grandes amigos. Frazão, Loriane, Cavazotti, Zé Negão, João Paulo I e João Paulo II, Fernando Hirata, Lúcio Flávio Moura e até os senhores Claudio Yuge e Rodrigo Grota, que chegaram de São Paulo momentos antes de eu retornar para Foz. O encontro de todos esses culminou em uma bomba de alto teor explosivo. A mesma que me levou a nocaute no sábado a noite, em pleno Todas a Tribos. Dá nada.
20 September 2002
neste domingo sai uma reportagem no jornal O Globo sobre a fronteira. E com fotografias deste retratista. Quem puder e quiser dar uma olhada tá aí o recado.
20 September 2002
londrina, estou chegando
Linha Foz do Iguaçu - Londrina, poltrona 15, 21h30. Passaporte para alegria. Hehe.
18 September 2002
18 September 2002
1 hora para 3 minutos
Hoje tive que ir a uma clínica para realizar o exame demissional que todo funcionário que leva chute na bunda tem que fazer. Cheguei a clínica por volta das 14h10 e vários funcionários de uma construtora aguardavam para serem atendidos. Tá.
A recepcionista pediu meus documentos e rapidamente preencheu uma ficha com meus dados. Tenho repulsa a qualquer clínica médica ou hospital, por isso perguntei a simpática senhorita se iria ter que esperar muito. “Acho que uma hora, mais ou menos”, respondeu a senhorita, e logo em seguida me orientou para uma sala onde minha pressão seria medida.
Antes, tive que preencher uma ficha sobre minha saúde. As questões eram as seguintes: você fuma? Quantos por dia? Pratica esportes? Tem problema do coração? Já sofreu alguma fratura? Tem problemas graves de audição? Bebe? Já experimentou drogas? E mais outras que não se faz necessário aqui mencionar.
“12/8. É uma boa pressão, hein, garoto”, disse a enfermeira. Até aqui tudo se passou em menos de 25 minutos. 14h35 marca o relógio e então saio para o jardim da clínica e vou fumar um cigarro para o ver se minha vez de ser atendido chegava logo. A cada tragada, lembrava do maldito relatório que tive que preencher antes de estar ali observando a chuva e fumando meu cigarro. “....será que o doutor vai dizer que eu preciso parar de fumar....?
15h20, exatamente uma hora após eu chegar a clínica e como a recepcionista havia assegurado, fui chamado para entrar na sala do “médico”. Começa o diálogo:
Médico: “Tudo bom senhor.......”
Eu: “....Fabrício, meu nome é Fabricio doutor...”
Médico: “Você é jornalista?”
Eu: “Sim, sou repórter fotográfico.”
Médico: “Está saindo da Folha de Londrina para outra empresa?”
Eu: “Não senhor, fui cortado por questão de enxugamento. Sabe como é que é né, a empresa passa por dificuldades e a crise tá afetando todo mundo.”
Médico: “É, tá complicado........levanta a camisa que vou ouvir tua respiração.................respira alto......Ok!”
Rapidamente ele assina minha ficha e assina a opção “apto para o trabalho”. Pergunto então ao médico:
“Mas doutor, e o exame de sangue que fiz ontem?”
“Ah, sim, tá aqui. Deixe eu ver..............tá tudo normal”
“Tudo normal, posso ver?”
“O que você quer ver”
“Estou com anemia?” – minha namorada disse que eu poderia estar com anemia, por isso a pergunta.
“Não, tá tudo certo contigo. Pode ir tranquilo”.
“Então tá. Até mais”
“Boa sorte aí na luta por outro emprego”.
15h23. Saio da sala.
A recepcionista pediu meus documentos e rapidamente preencheu uma ficha com meus dados. Tenho repulsa a qualquer clínica médica ou hospital, por isso perguntei a simpática senhorita se iria ter que esperar muito. “Acho que uma hora, mais ou menos”, respondeu a senhorita, e logo em seguida me orientou para uma sala onde minha pressão seria medida.
Antes, tive que preencher uma ficha sobre minha saúde. As questões eram as seguintes: você fuma? Quantos por dia? Pratica esportes? Tem problema do coração? Já sofreu alguma fratura? Tem problemas graves de audição? Bebe? Já experimentou drogas? E mais outras que não se faz necessário aqui mencionar.
“12/8. É uma boa pressão, hein, garoto”, disse a enfermeira. Até aqui tudo se passou em menos de 25 minutos. 14h35 marca o relógio e então saio para o jardim da clínica e vou fumar um cigarro para o ver se minha vez de ser atendido chegava logo. A cada tragada, lembrava do maldito relatório que tive que preencher antes de estar ali observando a chuva e fumando meu cigarro. “....será que o doutor vai dizer que eu preciso parar de fumar....?
15h20, exatamente uma hora após eu chegar a clínica e como a recepcionista havia assegurado, fui chamado para entrar na sala do “médico”. Começa o diálogo:
Médico: “Tudo bom senhor.......”
Eu: “....Fabrício, meu nome é Fabricio doutor...”
Médico: “Você é jornalista?”
Eu: “Sim, sou repórter fotográfico.”
Médico: “Está saindo da Folha de Londrina para outra empresa?”
Eu: “Não senhor, fui cortado por questão de enxugamento. Sabe como é que é né, a empresa passa por dificuldades e a crise tá afetando todo mundo.”
Médico: “É, tá complicado........levanta a camisa que vou ouvir tua respiração.................respira alto......Ok!”
Rapidamente ele assina minha ficha e assina a opção “apto para o trabalho”. Pergunto então ao médico:
“Mas doutor, e o exame de sangue que fiz ontem?”
“Ah, sim, tá aqui. Deixe eu ver..............tá tudo normal”
“Tudo normal, posso ver?”
“O que você quer ver”
“Estou com anemia?” – minha namorada disse que eu poderia estar com anemia, por isso a pergunta.
“Não, tá tudo certo contigo. Pode ir tranquilo”.
“Então tá. Até mais”
“Boa sorte aí na luta por outro emprego”.
15h23. Saio da sala.
17 September 2002
16 September 2002
Li na Carta Capital
"...A propósito de debates, Renata Lo Prete, na Folha, Ricardo Noblat, no Correio Braziliense, e uma pequena matéria em O Globo noticiaram o cancelamento do debate no SBT. Vamos aos bastidores, significativos, do cancelamento.
José Serra, depois de acuado por Ciro, Lula e Garotinho no debate da TV Record, temia a repetição do esquema 3 contra 1 e não queria o debate a ser mediado por Silvio Santos no SBT.
Silvio Santos, patrão de Gugu Liberato, estrela da campanha de Serra no horário eleitoral gratuito. Gugu, que recebeu Serra domingos e domingos, quando a sucessão ainda se iniciava.
Serra não queria o debate e Silvio não queria desagradar a Serra, mas, sendo Silvio, não queria desagradar a ninguém. O que fez Silvio? Tirou uma do baú. Numa reunião com assessores dos candidatos, impôs uma condição de última hora: não seria permitido atacar o presidente da República nem o seu governo. Ah, não aceitamos, foi a resposta dos candidatos de oposição. Então cancele-se o debate, encerrou o patrão do Gugu...." Clique aqui para ler mais sobre.
José Serra, depois de acuado por Ciro, Lula e Garotinho no debate da TV Record, temia a repetição do esquema 3 contra 1 e não queria o debate a ser mediado por Silvio Santos no SBT.
Silvio Santos, patrão de Gugu Liberato, estrela da campanha de Serra no horário eleitoral gratuito. Gugu, que recebeu Serra domingos e domingos, quando a sucessão ainda se iniciava.
Serra não queria o debate e Silvio não queria desagradar a Serra, mas, sendo Silvio, não queria desagradar a ninguém. O que fez Silvio? Tirou uma do baú. Numa reunião com assessores dos candidatos, impôs uma condição de última hora: não seria permitido atacar o presidente da República nem o seu governo. Ah, não aceitamos, foi a resposta dos candidatos de oposição. Então cancele-se o debate, encerrou o patrão do Gugu...." Clique aqui para ler mais sobre.
14 September 2002
Nem tudo está perdido
"A história do jornalismo é totalmente clara sobre o que diferencia os jornais importantes dos medíocres: é a qualidade de sua propriedade. Repórteres e editores podem discordar, mas não importa o quão esplêndida seja uma equipe editorial: um dono muito tímido, muito indiferente ou muito pão-duro produzirá um jornal, na melhor das hipóteses, mediano." (Russel Baker, jornalista americano). Clique aqui para ler mais sobre.
13 September 2002
12 September 2002
alguma coisa aconteceu
hoje 3 meses de namoro. Já é o 2º no ranking.
12 September 2002
Uma grande decepção
Tava assistindo a um programa hoje de manhã na TV Cultura sobre o mitos em torno dos alimentos e tive uma grande decepção. Talvez a maior da minha vida. Um professor da USP disse que a beterraba não tem nada de ferro. Putz, fiquei estarrecido. Sempre me disseram –ou pensava que
a beterraba era uma importante e rica fonte de ferro. Pensava que ingerindo uma quantidade diária de beterraba nunca sofreria de anemia. É....
a beterraba era uma importante e rica fonte de ferro. Pensava que ingerindo uma quantidade diária de beterraba nunca sofreria de anemia. É....
11 September 2002
Onde eu estava em 11 de setembro de 2001

07 September 2002
Túnel do Tempo

Desfile de 7 de Setembro de 2001.
06 September 2002

as belezas naturais e o caos da Tríplice Fronteira restam
poucos dias para aproveitar uma estadia 5 estrelas, com
direito a café da manhã e guia turístico grátis.
06 September 2002
05 September 2002
05 September 2002
05 September 2002
05 September 2002
05 September 2002
05 September 2002
Após a demissão II
Ironia – uma mulher que trabalha para a agência o Globo acaba de me ligar. Procurava informações a respeito de como concretizar uma parceria entre a agência e o jornal para o qual estou cumprindo aviso prévio. Disse a ela que falava com o repórter-fotográfico da sucursal, mas que todavia não seria possível realizar esta parceria pois em poucos dias a sucursal não terá mais repórter-fotográfico. Pois é.
04 September 2002
Após a demissão
Ainda estou atordoado em razão da demissão que acaba de me ocorrer. É a primeira vez que isso aconteceu na minha vida. Mas posso dizer que não estou triste. A ficha já caiu, mas deixou-me sem direção. E agora José, para onde irei? Só vou começar a pensar em uma resposta para esta pergunta mais pra frente. Por enquanto, vou aproveitar o período de semi-liberdade, já que tenho de cumprir o tal do aviso prévio. Não saio com ressentimento, apenas considero infeliz e uma insensatez um jornal abandonar uma região – a sucursal vai deixar de existir e o repórter que trabalhava comigo será correspondente – tão rica como a tríplice fronteira. A cidade que abriga a maior hidrelétrica do mundo, está na fronteira mais importante do país, é contemplada por um dos lugares mais lindos.e exuberantes criados pela natureza e que atrai dezenas de pessoas de todo o mundo.
Só para vocês terem uma noção da importância desta região, em 20 meses nos quais estive na sucursal, produzi aproximadamente 1200 fotografias, 52 capas da Folha de Londrina continham imagens da fronteira, 11 fotografias publicadas no jornal Folha de São Paulo, 2 em O Globo e 2 fotografias no Estado de Minas saíram com crédito para a carinhosa sucursal do inferno. Ao longo deste período, 2 importantes líderes mundiais estiveram na cidade para encontros presidenciais e 3 graves conflitos sociais explodiram nas ruas de Ciudad del Este.
Como ex-jornalista da Folha sinto-me triste por assistir ao fim de uma era com mais de 10 anos de história. Parto agora em busca de novas aventuras e de uma nova vida. Hasta la vista, hermanos!
Ainda estou atordoado em razão da demissão que acaba de me ocorrer. É a primeira vez que isso aconteceu na minha vida. Mas posso dizer que não estou triste. A ficha já caiu, mas deixou-me sem direção. E agora José, para onde irei? Só vou começar a pensar em uma resposta para esta pergunta mais pra frente. Por enquanto, vou aproveitar o período de semi-liberdade, já que tenho de cumprir o tal do aviso prévio. Não saio com ressentimento, apenas considero infeliz e uma insensatez um jornal abandonar uma região – a sucursal vai deixar de existir e o repórter que trabalhava comigo será correspondente – tão rica como a tríplice fronteira. A cidade que abriga a maior hidrelétrica do mundo, está na fronteira mais importante do país, é contemplada por um dos lugares mais lindos.e exuberantes criados pela natureza e que atrai dezenas de pessoas de todo o mundo.
Só para vocês terem uma noção da importância desta região, em 20 meses nos quais estive na sucursal, produzi aproximadamente 1200 fotografias, 52 capas da Folha de Londrina continham imagens da fronteira, 11 fotografias publicadas no jornal Folha de São Paulo, 2 em O Globo e 2 fotografias no Estado de Minas saíram com crédito para a carinhosa sucursal do inferno. Ao longo deste período, 2 importantes líderes mundiais estiveram na cidade para encontros presidenciais e 3 graves conflitos sociais explodiram nas ruas de Ciudad del Este.
Como ex-jornalista da Folha sinto-me triste por assistir ao fim de uma era com mais de 10 anos de história. Parto agora em busca de novas aventuras e de uma nova vida. Hasta la vista, hermanos!
04 September 2002
O Retratos da Fronteira acabou. Os cavaleiros mascarados acabaram de me dar a triste notícia: fui demitido. Sem justa causa.
02 September 2002
3º SICAFI 2002
Notificación de resultados
las 2527 recibidas.
Deportiva “Fútbol Sala” R
Naturaleza “Tulipán” R
Periodistica “Tumulto en la Puente de la Amistad” A
Color “El Mirón” R
Monocromo “Bailarina” R

el ultimo plazo de envío, el 30 de julio del 2003.
Un cordial saludo de todos los integrantes del SICAFI.
Sebastián Blanco
Secretario del Salon
Municipal de Artes Visuales " Víctor Roverano " de la Ciudad Quilmes, Rivadavia 499, Quilmes, Buenos Aires, La misma se lleva a cabo el día lunes 18 de septiembre a las 20 horas, simultáneamente con la puesta en la Red
del catalogo Virtual del SICAFI 2002 www.fotocaf.com.ar/sicafi.
Jorge A Blanco AFIAP- MHFAF
Director del SICAFI

