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Putz, que dia frustrante! Perambulei por mais de – pasmem- 8 favelas para produzir uma reportagem sobre a situação dos rios que recebem diretamente esgoto “em natura”, como fazia questão de dizer o repórter da rádio que me acompanhava. Conheci uma Foz do Iguaçu que até então não imaginava existir. Miséria em todos os lugares. Outra hora volto e publico uma série sobre a Foz que, creio eu, vcs desconhecem. Tá. Isso começou às 8 da manhã e foi até 1 da tarde. Meia hora para o almoço e lá estava eu na sucursal da Folha para iniciar minha jornada vespertina de trabalho. Tinha uma pauta especial para produzir. Sugeri a editora de Cultura uma página dedicada ao Dia do Índio. Hoje, 19 de abril, acontece um Foz do Iguaçu um encontro de tribos paraguaias, dentro das atividades em comemoração aos povos indígenas. A idéia era publicar uma série de fotografias que eu produzi no ano passado na doce companhia de minhas amigas jornalistas portuguesas, Maria e Marisa, durante expedição a tribos distantes da fronteira.


Texto na mão e fotografias escaneadas, e dei início então ao envio do material para a sede do jornal, lá em Londrina. Mas não é que a internet não quis ajudar. E o Outlook só dava “pau”. Após inúmeras tentativas, decidi transmitir de outro lugar. Cheguei a ir a um cyber café, ao lado da sucursal do inferno. A cada 20 minutos ligava para Londrina, porém nada das fotografias “chegarem”. Porra, quando foi 5 e meia, liguei para a editora e veio a indigesta e dolorosa frase: “caiuuuuuuuuuuuu”. “Vamos dar uma foto, que foi a única que conseguimos baixar, e um texto sobre o evento”. A idéia era publicar UMA página, colorida, daí o motivo de tamanho desapontamento.


Daí, decidi publicar tudo aqui no Blog. O texto não é grande coisa- escrevi na correria e não consigo escrever bem sob pressão. Agora, as fotos, eu garanto. Hehehehehehehe.


Tribos do Paraguai cruzam a fronteira


Tribos indígenas do Paraguai cruzarão hoje a Ponte da Amizade para participar de um encontro multicultural em comemoração ao Dia do Índio. Makás, M’Bya-Guarani,

Ache-Guayaki, Albinos e Avá-Guarany se reunirão no Camping Internacional, onde haverá ainda uma mostra de culinária indígena.


O encontro de hoje em Foz do Iguaçu será palco do 1º encontro entre duas tribos rivais, os Makás e os Aché-Guayakis.


Originários da região de Assunción, os Makás são conhecidos como os grandes guerreiros da selva, além de se destacarem por seus refinados trabalhos de artesanato que são produzidos em “escala industrial” e vendidos nos países vizinhos, como o Brasil e a Argentina. Produzem desde roupas bastante coloridas a instrumentos musicais. Têm como costume a pesca da Corimba, peixe ao qual atribuem efeito afrodisíaco.


Já os Aché-Guayakis estão instalados no departamento (estado) de Caaguazú, a 275 Km de Ciudad del Este. De acordo com o ambientalista paraguaio Francisco Amarilla, os Achés são considerados o 2º menor grupo nativo do mundo, com descendência ancestral dos Pigmeus africanos. A influência do homem branco nesta tribo é mais do que notória. Na visita deste repórter a tribo dos Achés, o cacique vestia uma camiseta com o símbolo da banda de rock Rolling Stones. Na capela de orações, um chefe religioso lia uma bíblia doada por um viajante norte-americano.


Os M’Bya Guarany são povos extremamente pacíficos e adoram jogar os que eles chamam de “roda de tererê”, o futebol dos M’Byas. Vivem da agricultura e do artesanato da madeira, mas não dispensam os tradicionais “bocadilhos”, pãozinho vendido nas ruas de Caaguazú, trazidos pelos visitantes que chegam à aldeia. Os M’Byas também sofreram a interferência de misturas étnicas. Fato muito comum entre esses nativos é a união matrimonial com outras tribos, principalmente com os Albinos.


O encontro das tribos paraguaias em Foz do Iguaçu acontece durante todo o dia. Às 15hs, crianças do coral indígena Avá-Guarani de São Miguel do Iguaçu (43 Km de Foz) farão uma apresentação. O Camping Internacional fica na rua Manencio Martins, 21, Vila Yolanda.




Indiazinha da tribo Aché-Guayaki






À dir., o cacique dos dos Achés-Guayakis




Indiozinhos Albino (à esq.) e Byas Guarari




Tribo M'Bya Guarani




Departamento de Caaguazú, Paraguai

Publicado em 18 de abril de 2002 às 19:43 por fabricio

Comentários

    • A realidade das favelas, da pobresa e dos esgotos está bem espalhada por aí. Acredito que todo lugar, por mais conhecido que seja, por mais que seja taxado de grande metrópole, cidade desenvolvida, sempre deixa a pior parte na penumbra, pra que ninguém saiba. "O que é bonito é pra ser mostrado".. faz sentido??
      ..indios...
      Um viva aos donos da TERRA!!!
    • por Luiz
    • 19.Abr.2002 às 17:30 - Permalink - Reportar
    Luiz
    • Muito triste, a verdadeira história está t˜åo escondida, tão maqueada, que é preciso ser muito crítico e descrente para poder começar a entendê-la...muito triste cara, muito triste.......................
      .............e quase.......nada.............pode........
      ser...........feito!
    • por gabi
    • 22.Abr.2002 às 15:55 - Permalink - Reportar
    gabi
    • Fá vc esta de parabéns pelo seu trabalho.Estou muito felz por vc.
      TATA
    • por Patrícia mariano zago
    • 14.Mai.2002 às 14:48 - Permalink - Reportar
    Patrícia mariano zago
    • eu acho qeu vc fez muito bem ao fazer est'reportage pois eu thiago henrique precisava de uma revista sobre os indios de hoje e não precisei pois tem tudo na seu sute.
    • por thago henriqeu
    • 05.Jun.2002 às 22:23 - Permalink - Reportar
    thago henriqeu
    • oi fabrício,

      por uma coincidência do destino... vc é irmão da Ptraicia Zago (tata) da cidade de pereira barreto???
    • por advogado
    • 11.Out.2005 às 18:33 - Permalink - Reportar
    advogado
  1. larisa
  2. joaõ carlos
    • Achei muito interessante,esse texto meu nome é Daniel timoteo martins,pertenço a tribo guarani mbya,estudo na Federa do parana,é sempre bom conhecer mais um pouco da nossa vasta cultura indigena,principalmente dos meus irmãos guaranis.
    • por Daniel Timoteo Martins
    • 16.Jun.2008 às 15:54 - Permalink - Reportar
    Daniel Timoteo Martins
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